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Mudança

     Saiu a transferência, começamos a pesquisar sobre nossa nova cidade e, BUM, já tá na hora de se mudar. Sim, o tempo passa voando e, quando menos esperamos, já estamos colocando nossas coisas num caminhão e rumando para o novo lar. Fácil não é, mas podemos tomar certas medidas para transformar esse período de mudança menos estressante.
     Já falamos de aluguel (que é uma das coisas que nos dão muita dor de cabeça) e, agora, falaremos de um dos assuntos que mais nos preocupam: A MUDANÇA.
     Bom, quem já passou por isso sabe bem como é, muito embora cada experiência seja única e o que pode ter dado certo antes não necessariamente dará de novo. Mas, para quem nunca passou por isso, sem dúvidas é aterrorizante. O que você tem que ter em mente na primeira mudança é: já está com a casa montada ou tem móveis que com certeza vai levar? Se sim, continue a acompanhando as dicas que daremos aqui embaixo. Se não, deixe para montar a casa na própria cidade. Mesmo que você vá para um lugar remoto e com poucas opções, não compensa comprar tudo onde está para depois ter que se preocupar em como levar.

     Se você tem poucas coisas para levar, apenas roupas e objetos pequenos, por exemplo, ao invés de contratar um caminhão de mudança, estude a possibilidade de mandar caixas pelos correios (acredite, se forem poucas, compensa bastante) ou por empresas de ônibus (opção mais barata, mas depende da existência desse serviço na cidade). Mandar poucas coisas por transportadora só compensa se tiver um companheiro fazendo o mesmo trajeto e você aproveitar a mudança dele.
     Mesmo quem não está em sua primeira mudança muitas vezes prefere a opção acima para não ter que ficar se preocupando com empresas de transporte. E, para isso, monta a casa em uma cidade e, quando vai embora, vende todos os seus móveis. Isso é bastante comum no meio militar (principalmente em cidades de difícil acesso, uma vez que o transporte fica muito caro), exitem diversos grupos de compra e venda nas mais diversas cidades e, assim que saem as transferências, os negócios se iniciam.
     No entanto, muito não gostam de viver à base de "móveis descartáveis" e, uma vez que investiram em um determinado móvel, não querem se desfazer dele. Nesses casos não tem jeito, temos que procurar uma transportadora.
     Independente de qual for a sua opção, a dica universalmente válida é: procure não encher sua casa de móveis. Um dia podemos estar em um imóvel enorme e, logo em seguida, em um minúsculo onde não caberá tudo. Móveis pequenos e práticos também são uma boa escolha. Quanto menos móveis, menos trabalho na mudança ou na hora de vendê-los.
     Então, aqui vão as dicas para tentar evitar a dor de cabeça:

Viajando com Animais

     Oi, gente! Hoje viemos falar de um assunto que, muito embora não seja do interesse de todos, temos certeza que ajudará muita gente: viajar com animais! Realmente não são todos que escolhem ter bichinhos de estimação, mas, para quem se rendeu aos encantos dos pets, aqui vão algumas informações bem valiosas no momento das viagens.
     Seja a passeio seja na transferência, se você tem um animalzinho e vai levá-lo consigo no trajeto, é importante ter em mente algumas coisas e tomar algumas providências. O mais importante é definir o itinerário, as paradas e o modo da viagem. Tenha em mente os lugares que passará e por onde irá pernoitar (se for preciso) e, então, comece a procurar hotéis que aceitem animais, ou então hotéis de bichinhos/canis. Até mesmo alguns hotéis de trânsito aceitam pets, veja se o que você pretende reservar é um deles, mas, se não aceitarem, é bem possível que indiquem um local para deixar os filhos de quatro patas.
      Mas, mesmo antes disso, é importante resolver como será a viagem: de carro, de ônibus ou de avião? A regra e as preocupações com a viagem dos animaizinhos vai mudar de acordo com o meio de transporte escolhido (quando temos esse luxo de escolher). Então vamos com as especificidades.

ATENÇÃO: evite viajar com animais idosos, principalmente aqueles cujas condições de saúde requerem cuidados (animais cardiopatas, por exemplo). Animais com menos de 4 meses que ainda não completaram a vacinação, só devem viajar em caso de necessidade e não devem ficar expostos a outros animais ou à rua.

Viajando de Carro
    O primeiro passo é levar seu bichinho ao veterinário e conversar com o profissional a respeito da viagem. Ele deve atestar se o bicho está com boas condições de saúde e com as vacinas em dia – em especial a anti-rábica, que só é válida se tomada com no mínimo 30 dias antes da viagem e tem prazo de validade de 12 meses.
     Além disso, você precisará do Registro Geral Animal (RGA), que serve para identificar os bichos e, desde 2006, cães e gatos foram dispensados do Guia de Trânsito Animal (GTA), apenas o atestado de saúde e de vacinação são suficientes. Mas, se você precisar do GTA, é preciso apenas um atestado de saúde e a carteira de vacina contra raiva, com a primeira dose tomada há pelo menos 30 dias. A presença do animal não é necessária.
     Ainda antes de viajar, acostume seu animal a passear de carro. Ele tem que se sentir confortável para viajar, então é bom ter experiências positivas anteriores no veículo. Além disso, é de suma importância o correto acondicionamento do pet no carro, que deve viajar com cintos de segurança específicos para animais ou dentro de uma caixa de transporte em tamanho adequado e confortável.
     Alguns cachorros e gatos sentem enjoos com o balançar do veículo. Para evitar o desconforto, é recomendável oferecer uma refeição leve três horas antes da partida e não alimentar o animal durante a viagem, mas sempre mantê-lo hidratado (uma dica é levar água em um borrifador para dar só uns golinhos, se o animal beber muita água também pode vomitar, se ficar enjoado). E leve a ração dele, pois a mudança de ração pode dar dor de barriga. Caso seu bicho já tenha antecedentes de enjoo nas viagens, busque orientação do veterinário sobre a medicação adequada. Atenção: em hipótese alguma faça a automedicação do seu bicho de estimação! E, se for medicar seu bichinho, teste pelo menos uma semana antes da viagem para ver possíveis efeitos colaterais.
     Por fim, pare a cada três horas para um xixizinho e esticada de pernas. E jamais deixe seu animalzinho trancado no carro!